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quarta-feira, 24 de junho de 2015

CORPO DE MECÂNICO EXECUTADO EM VITÓRIA DO MEARIM SERÁ EXUMADO

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O Ministério Público da cidade de Vitória do Mearim, interior do Maranhão, pediu a exumação do corpo do mecânico Irialdo Batalha, executado na tarde do dia 28 de maio, pelo servidor municipal Luiz Carlos que acompanhava dois policiais militares em uma operação que visava interceptar dois suspeitos de assalto.


O procedimento deve ser feito no começo do mês de julho, assim como a reconstituição do crime porque a dinâmica do crime não pôde ser analisada pela perícia, pois o corpo de Irialdo foi retirado do local pelos indiciados, segundo informou o delegado Guilherme Sousa Filho, da Delegacia de Homicídios.

Os indiciados montaram uma blitz na BR-122, entre Vitória do Mearim e Arari. Irialdo e o amigo Diego Ferreira estavam em uma moto, não pararam na blitz e foram alvejados.Irialdo tinha 34 anos de idade, havia chegado do Pará há um mês e estava prestes a voltar.


No laudo de balística, o médico legista concluiu que Irialdo Batalha foi executado com três tiros, mas a bala que atingiu o mecânico atrás da bacia não foi encontrada na autopsia.



A polícia afirma que as investigações para descobrir onde a bala está não puderam ser concluídas por causa do prazo para conclusão do inquérito, que é de 10 dias.

Apresentação de suspeito por assassinato de mecânico em Vitória do Mearim (MA) (Foto: João Ricardo Barbosa / G1)
Suspeito por assassinato de mecânico em Vitória
do Mearim (MA) (Foto: João Ricardo Barbosa / G1)
Prisão e execução
O suspeito de ter executado o mecânico Irialdo Batalha, filmada e divulgada nas redes sociais, foi preso no começo do mês em um quarto alugado no bairro da Forquilha, em São Luís, a 180 quilômetros de Vitória do Mearim, município onde ocorreu o crime.


No vídeo, ele aparece atirando contra a vítima desacordada, junto com dois policiais militares que foram presos. A execução aconteceu em plena luz do dia. Luiz Carlos era funcionário da Prefeitura de Vitória do Mearim e estava cedido à Polícia Militar.



Na época, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão emitiu nota oficial afirmando que a vítima era um assaltante. Ainda de acordo com a nota, houve perseguição e troca de tiros entre os suspeitos e policiais.



Após ver as imagens, o secretário Jefferson Portela e o comandante da PM admitiram que a nota não estava de acordo com os fatos apresentados no vídeo, que repercutiu nas redes sociais. Do G1 - MA