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sábado, 18 de julho de 2015

POLICIAIS SÃO PRESOS SUSPEITOS DE EXTORSÃO E ROUBO EM SANTA INÊS, MA


Carlos Magno dos Santos Pereira e João Froz Lindoso Filho, de 42 anos, mais o comparsa e dono do veículo em que os mesmos estavam, Saulo Emanuel Pianco da Silva, 32 anos, foram presos em flagrante


Policiais militares sediados em Igarapé do Meio juntamente com os da 2ª Cia de Santa Inês, acabaram por abortar uma ação criminosa envolvendo colegas de farda na tarde de ontem, sexta-feira (17). Foram presos dois PM’s de São Luís e um terceiro elemento que estavam praticando crimes nas duas cidades, uma quarta pessoa que seria policial civil, está foragida. 


Os policiais militares João Froz Lindoso Filho e Carlos Magno dos Santos Pereira, de 42 anos, mais o comparsa e dono do veículo em que os mesmos estavam, Saulo Emanuel Pianco da Silva, 32 anos, foram presos em flagrante. Com eles, foram apreendidas duas pistolas. 40 de uso restrito e da polícia e 23 munições, 1 revolver calibre 38 com 6 munições, três coletes a prova de balas, 3 algemas, 4 lanternas, luvas e capuz, alicate de pressão (usado para arrebentar cadeado e outros), fitas adesiva, entre outros objetos.

A AÇÃO DOS PM’s BANDIDOS
Segundo informações da própria Policia Militar e das vítimas, era por volta de meio dia, quando quatro elementos em um automóvel Fiat , modelo Punto de cor verde e placas NXE-6451 São Luís, foram a uma residência na Vila São Marcos na cidade de Igarapé do Meio, e abordaram o morador, os dois militares e o comparsa usavam coletes a prova de balas, enquanto o policial civil estava à paisana. Eles se identificaram como policiais e perguntaram sobre drogas, que segundo eles, o homem, escondia. “Eles diziam pra mim: a casa caiu! A casa caiu! depois me levaram para dentro de casa, me algemaram e um deles sacou uma pistola. Meus filhos todos começaram a chorar. Eles me chamavam de vagabundo e pediram para eu entregar 5mil reais para não me prender. Falei que não tinha e eles disseram que se eu não entregasse, me matariam. Eles pegaram todos os celulares que encontrara mais 160 reais que eu tinha no bolso e disseram que não era para eu avisar a ninguém. Para não morrer, eu disse que minha mãe tinha o dinheiro”, relatou a vítima, um homem de 43 anos.

O homem foi levado pelos policiais para o Povoado Paruru, onde a mãe da vítima morava. Chegando ao local, a casa foi praticamente revirada, foi encontrado debaixo do colchão, cerca de 920 reais que seria do pai da vítima, mas este não estava no local no momento, também foi localizado mais 200 reais que foram retirados da bolsa da mãe da vítima de 72 anos. Neste momento, a cunhada do rapaz de 38 anos, apareceu no local e também foi abordada. Ela foi colocada junto com as outras vítimas e teve seu celular tomado. Não satisfeitos, os policiais iniciaram mais uma vez, uma espécie de tortura psicológica, foi então que a senhora de idade disse que tinha uma quantia no banco. Os policiais resolveram levar com eles até o banco a mulher de 38 anos, já que, a senhora estava passando mal e a primeira vitima não sabia como utilizar cartão. 

AÇÃO EM SANTA INÊS 
Foi então que os quatro elementos vieram para Santa Inês sacar o dinheiro que havia na conta da senhora. Por volta das 14h30, eles pararam em frente a uma casa lotérica que fica na Rua do Comércio, ao lado da Delegacia Regional. O homem tido como policial civil desceu do veículo com a mulher para sacar o dinheiro, enquanto os outros ficaram aguardando dentro do carro.

Os policiais e o comparsa usavam coletes a prova de balas com o intuito de intimidar as vítimas


A mulher conseguiu sacar 1.500 reais, valor limite que era permitido, ainda não satisfeito, o policial civil pediu o extrato da conta bancária para saber quanto à senhora de idade ainda tinha na conta. Ao constatar que ela tinha mais de 10 mil reais em sua conta, ele voltou ao carro xingando a mulher com palavras de  baixo calão, afirmando que ela queria enganá-los. Foi então que a mulher foi levada para a Caixa Econômica Federal para tentar sacar o resto da quantia em dinheiro. Novamente o restante da quadrilha ficou no carro aguardando a ação criminosa do comparsa.

POLÍCIA PRENDE POLÍCIA 
Enquanto tudo acontecia em Santa Inês, familiares entraram em contato com a PM daquele município para saber que ação estava ocorrendo para policiais realizarem uma abordagem fora do comum contra populares que não cometeram nenhum crime.

A Polícia Militar de Igarapé do Meio foi acionada e entrou em contato com policiais de Santa Inês para saber do que se tratava, tendo como resposta que não havia nenhuma operação da PM em andamento a partir de Santa Inês. Eles então passaram as características do veículo em que os militares que sequestraram a mulher estavam e alertaram que, diante dos fatos relatados pelas vítimas, os mesmos estariam provavelmente na Caixa Econômica. 

Os policiais militares de Santa Inês foram ao local e abordaram os outros policiais. Eles ainda tentaram enrolar os colegas de farda, dizendo que estavam apenas de passagem pela cidade e que sairia do local em breve, momento em que foram convidados para descerem do veículo. Na ocasião, eles foram presos e encaminhados para o 7° Batalhão de Pindaré Mirim onde foi constatado que os policiais não tinham permissão para estarem na região. O policial civil foi avisado e saiu da agência bancária sem ser visto, deixando para trás, a vítima.




O delegado plantonista Rodrigo Alonso, afirmou que o trio será autuado pelos crimes de extorsão qualificada, roubo majorado, associação criminosa e porte ilegal de arma e formação de quadrilha.  Eles serão encaminhados para São Luís.

Os militares João Froz e Carlos Magno ficarão presos no Quartel Geral da Polícia Militar, enquanto Saulo Emanuel irá para a Penitenciária de Pedrinhas. Já o policial civil, o delegado disse que será pedida  imagens do sistema de segurança da agência e após o mesmo ser preso, ele irá para cadeia pública.

A Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI), já está com o caso e irá realizar investigações contra o policial civil. A prisão da quadrilha foi realizada pelos policiais de Igarapé do Meio, subtenente Narciso, Cabos Matos, Mafra e soldado João Batista e os policiais de Santa Inês, cabos Matos e Prazeres e soldado Diogo.

 Fonte: Agora Santa Inês