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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

EX-CHEFE DA CASA CIVIL DE ROSEANA SARNEY TEM PRISÃO DECRETADA


Foto: Internet

Do Uol

A Justiça do Maranhão decretou, nesta quinta-feira (24), a prisão preventiva do ex-chefe da Casa Civil no governo de Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão, João Abreu. Ele é acusado de receber R$ 3 milhões em propina do doleiro Alberto Yousseff para intermediar o pagamento de um precatório à construtora Constran. No final de agosto, Abreu foi indiciado por corrupção.  
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, a ordem de prisão foi dada pelo juiz Osmar Gomes, responsável pela Central de Inquéritos. Nesta tarde, policiais foram até o prédio onde mora o ex-chefe da Casa Civil, no bairro nobre de Ponta da Areia, em São Luís, mas não o acharam.
"Nós estamos fazendo campana permanente no prédio dele porque tivemos informações de que ele estaria no local, mas não o encontramos. Ele pode estar escondido em outro apartamento. Por conta disso, vamos permanecer até que todos sejam averiguados", disse.
O acordo que teria sido fechado com pagamento de propina pelo governo do Maranhão com a construtora resultou no acerto de pagamento de R$ 114 milhões à empreiteira envolvida na operação Lava Jato. Segundo as investigações, Abreu cobrou e recebeu do doleiro R$ 3 milhões para agilizar o acordo.
O doleiro Alberto Youssef foi preso em um hotel de luxo na capital maranhense no dia 17 de março de 2014. Ele estaria na cidade para pagar propina a João Abreu. A prisão desencadeou a Lava Jato.
O UOL tentou falar com o advogado Carlos Seabra, que defende João Abreu, mas ele não atendeu as ligações. Em outra ocasião, ele negou que seu cliente tivesse recebido qualquer tipo de pagamento irregular.
O acordo entre governo e Constran foi fechado no dia 23 de novembro de 2013, com a autorização da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública, Luiza Neponucena. O pagamento autorizado era referente à dívida gerada por obras rodoviárias executadas nos anos 1980, e o acordo foi pago em valor integral, sem deságio --apenas com desconto de juros.
Ao todo, foram pagas sete parcelas. Em junho, quando o caso veio à tona, a Justiça suspendeu o acordo.   Até agora foram pagos R$ 34 milhões do acordo.