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domingo, 13 de março de 2016

DOR E REVOLTA NO SEPULTAMENTO DO PM MORTO POR COLEGA DE FARDA

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Policial Militar Erasmo Alves Cordeiro foi sepultado pelos familiares, amigos e colegas de farda, com muita dor e revolta, onde se reuniram para prestar as últimas homenagens ao PM.

Com informações do G1
O caso aconteceu sábado (12), na cidade de João Lisboa (MA), a 640 km de distância de São Luís (MA), no oeste do Maranhão. Durante um patrulhamento de rotina na praça principal da cidade, por volta de 1h. Quatro policiais estavam dentro do carro da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) no momento do incidente.
Um policial militar recém-incorporado matou um colega de farda dentro de uma viatura. Depois de disparar dentro da viatura e vitimar o soldado Erasmo Alves Cordeiro – incorporado em 2014 –, o soldado Alexandre Xandu – que passou para o patrulhamento nas ruas já neste ano de 2016 – se dirigiu a um bar, e efetuou outros disparos. Ninguém foi atingido porque os clientes correram, conforme conta o tenente-coronel da PM-MA Edilson Carvalho, do 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Imperatriz (MA) – município localizado a 12 km de João Lisboa (MA).
“O que a gente percebeu foi um fato trágico, uma tragédia lamentável. O policial teve um surto psicótico não percebido anteriormente pelos seus companheiros e no deslocamento para uma ocorrência ele sacou a arma e começou a atirar no interior da viatura, atingiu um dos seus companheiros e em seguida saiu correndo, adentrou num bar, fez mais outros disparos. O policial dentro da viatura veio a óbito”, relata o tenente-coronel.
Após o surto, o soldado Xandu foi encaminhado a um hospital da região e medicado, e posteriormente recolhido o 3º BPM de Imperatriz (MA). De acordo com o tenente-coronel Carvalho, ele ainda apresenta quadro de grave perturbação mental, sem coordenação das ideias e sem condições de prestar esclarecimentos. Ele alega não saber o que aconteceu e ser ‘atacado por inimigos’ no momento dos disparos.
Durante o curso de formação, reitera o tenente-coronel, o soldado não apresentou qualquer sinal que pudesse levar a um quadro de surto e tinha uma postura considerada equilibrada pelos companheiros de turma.
Erasmo Alves Cordeiro tinha 31 anos e entrou para o quadro da Polícia Militar no ano de 2014. Ele deixa a esposa grávida de sete meses.

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Blog do Henrique Aires