As buscas pelas crianças desaparecidas no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, chegaram ao 12.º dia marcadas por um dos maiores esforços já registrados na região. Desde o início da operação, o sistema de segurança pública foi ampliado gradativamente e segue atuando sem prazo para encerrar os trabalhos enquanto Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, não forem localizados.
Até o momento, uma das três crianças, Kauã, foi encontrada com vida. Ele permanece hospitalizado, passa bem, recebe acompanhamento psicológico e deve receber alta médica nos próximos dias. Desde que foi localizado, Kauã tem colaborado com as autoridades, fornecendo informações consideradas essenciais para o avanço das buscas.
Por determinação direta do governador Carlos Brandão, o caso passou a ser acompanhado de perto pelo alto comando da segurança pública estadual. A operação teve início com o COSAR, unidade da Polícia Militar especializada em áreas rurais, e rapidamente ganhou reforço da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Centro Tático Aéreo, Força Estadual e outros grupamentos especializados.
A mobilização também contou com forte participação popular. Segundo dados da prefeitura, mais de mil voluntários já atuaram de forma direta nas buscas, auxiliando na varredura de trilhas, áreas de mata fechada e regiões de difícil acesso.
VARREDURA EM ÁREA GIGANTESCA
As equipes já percorreram aproximadamente 3.200 quilômetros quadrados, cobrindo todos os possíveis trajetos por onde as crianças poderiam ter passado. A área inicial foi dividida em 45 quadrantes, todos revisados de forma minuciosa. Mesmo após essa varredura completa, nenhum vestígio das duas crianças foi encontrado.
Diante disso, as forças de segurança decidiram ampliar a área de atuação, avançando além dos limites inicialmente estabelecidos, incluindo margens de rios, áreas de fazendas e pontos considerados improváveis na fase inicial das buscas.
CASA CAÍDA SE TORNA PONTO-CHAVE
Um local conhecido como “Casa Caída” passou a ser tratado como ponto estratégico da investigação. Fotografias do local foram apresentadas a Kauã, que reconheceu repetidas vezes o espaço como o último lugar onde esteve com Ágatha e Allan. Segundo o relato, as três crianças teriam passado uma noite ali.
O reconhecimento foi reforçado por perícia técnica e pelo trabalho de quatro cães farejadores especializados, que confirmaram a presença das três crianças no local. Os animais também indicaram trajetos distintos seguidos por Kauã e pelos dois irmãos ao deixarem a área, informação considerada relevante para o mapeamento das buscas.
BUSCAS POR TERRA, AR E ÁGUA
Após a confirmação da passagem das crianças pela “Casa Caída”, as equipes intensificaram os trabalhos com uso de drones, helicópteros, buscas terrestres e operações fluviais. O rio da região passou a ser alvo de novas estratégias, com sobrevoos, varreduras de barco e mergulhos subaquáticos realizados pelo Corpo de Bombeiros.
Apesar do esforço concentrado, nenhum novo indício foi localizado até o momento. Ainda assim, as autoridades afirmam que a operação será novamente ampliada, tanto na mata quanto no rio, com reforço tecnológico e humano.
INVESTIGAÇÃO SEGUE TODAS AS LINHAS
Paralelamente às buscas, a Polícia Civil mantém uma força-tarefa exclusiva de investigação. Cinco delegados experientes, além de investigadores, escrivães e equipes de inteligência, analisam todas as possibilidades levantadas, sem descartar nenhuma hipótese.
Moradores da região estão sendo ouvidos de forma preliminar. Muitas das residências próximas são utilizadas apenas temporariamente para pesca e plantio, e até agora ninguém afirmou ter visto as crianças naquele local específico.
Kauã sustenta que não houve participação de terceiros e que as crianças se perderam na mata. Ainda assim, os investigadores reforçam que todas as linhas serão analisadas até a completa elucidação do caso.
As autoridades são enfáticas: o sistema de segurança pública só deixará a região quando Ágatha e Allan forem encontrados. As buscas e as investigações continuam intensificadas, acompanhadas de perto pela população de Bacabal, do Maranhão e de todo o país.


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