PM QUE MATOU CÃO A TIROS É AFASTADO DE SUAS FUNÇÕES E DEPUTADO DIZ QUE VAI LEVÁ-LO A DEPOR NA ASSEMBLEIA


PM que matou cão a tiros é afastado de suas funções e deputado diz que vai levá-lo a depor na Assembleia
Na manhã desta segunda-feira (15/06), dois dias depois do tenente Wilson Pedro dos Santos Junior, ter matado a tiros um cachorro da raça Bulldog Francês, sob alegação que o mesmo vinha fazendo necessidades fisiológicas do jardim de sua casa, localizada em um condomínio de classe média alta, na região oeste de Teixeira de Freitas, o tenente coronel Valci Góis Serpa de Oliveira, diretor do Colégio da Polícia Militar (CPM), confirmou que o oficial foi suspenso temporariamente de suas funções, pelo menos até que o caso seja apurado.
O cão morto com seis disparos de pistola era de propriedade da advogada Bruna Holtz Carvalho, de 26 anos, que também residia no Condomínio Atlântico Vile há 45 dias e o fato do animal vir fazendo cocô e xixi no gramado da casa do policial teria sido o motivo da desavença.
Além de ser afastado de suas funções no Colégio da Polícia Militar de Teixeira de Freitas (CPM), instituição de ensino muito respeitada na cidade, o tenente Wilson Santos pode ter que responder outras medidas disciplinares na própria Polícia Militar e fora dela.
No início da tarde desta segunda-feira (15), após as imagens da execução do cachorro ganharem as redes sociais e os principais veículos de comunicação de Salvador, o deputado estadual Marcell Moraes (PV), eleito com a bandeira de protetor do bichos, relatou que enviou ofício ao Comando Geral da Polícia Militar da Bahia e adiantou que pretende convocar o tenente Wilson Santos para que o mesmo possa prestar depoimento formal à Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a qual ele preside. “Esse policial é um perigo à sociedade e por isso não pode ficar nas ruas. Vamos convocá-lo para depoimento. Nos últimos meses quatro foram presos por maltratar animais na Bahia e com esse PM acreditamos que não será diferente”, falou.
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Também nesta segunda-feira, dia 15 de junho, o tenente Wilson Pedro dos Santos Junior, usou as redes sociais e grupos locais do WhatsApp para de defender das acusações. Na versão do militar a advogada Bruna teria lhe insultado, o que culminou na sua ação. “Apesar de já ter sido julgado e condenado à morte nas redes sociais. Estou vivo e vivendo. Um dia após o outro. As filmagens foram editadas e não mostram o início do fato. Sou ser humano por natureza. Tenho emoções pra agir. O fato de ser policial não quer dizer que me transformei num ser automático. Sem sentimentos. Peço a Deus que livre a mim, esposa e a meus filhos daqueles que querem nos matar. Sendo insuflados por sites, “jornalistas” e páginas de facebook. A verdade irá aparecer e espero que não venha tardiamente”, escreveu.

Informações obtidas com exclusividade pelo Teixeira News dão conta que o tenente Wilson Santos estava aguardando uma promoção de patente na Polícia Militar e esse fato pode ter sido crucial para que o salto de posto jamais ocorra. Além do inquérito policial convencional que está cargo do delegado Kleber Gonçalves o oficial ainda deve enfrentar o inquérito regular militar, que prevê desde penas disciplinares, até expulsão dos quadros da corporação. 

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