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MULHER É CONDENADA A QUASE 22 ANOS DE PRISÃO POR TENTAR ENVENENAR A PRÓPRIA MÃE EM HOSPITAL DE SÃO LUÍS

Voz Natural do Google AI.

 

Maria Eduarda Marques foi condenada pelo Tribunal do Júri após o Ministério Público comprovar duas tentativas de homicídio contra a mãe durante internação hospitalar.


Maria Eduarda Marques foi condenada pelo 1º Tribunal do Júri de São Luís a 21 anos, 11 meses e 26 dias de prisão, em regime fechado, por tentar matar a própria mãe utilizando veneno enquanto ela estava internada no Hospital Geral da Vila Luizão, na capital maranhense.


O julgamento foi realizado na última terça-feira (23), no Fórum Desembargador Sarney Costa, no bairro do Calhau. O Conselho de Sentença acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), reconhecendo a autoria e a materialidade do crime.


De acordo com a investigação, as tentativas de homicídio ocorreram nos dias 24 e 27 de abril de 2025. Conforme a denúncia, Maria Eduarda utilizou uma substância tóxica conhecida popularmente como "chumbinho" para contaminar a medicação da própria mãe, que estava internada sob seus cuidados.


Ainda segundo o Ministério Público, a vítima somente sobreviveu porque médicos e enfermeiros do Hospital Geral da Vila Luizão perceberam rapidamente a alteração no quadro clínico e iniciaram o atendimento de emergência.

O laudo toxicológico confirmou a presença da substância venenosa no organismo da paciente, reforçando as provas reunidas durante a investigação. Após a descoberta do caso, Maria Eduarda foi presa preventivamente e passou a responder ao processo criminal.


Durante o julgamento, os jurados reconheceram que a acusada praticou tentativa de homicídio qualificado contra a própria mãe. A pena foi fixada em 21 anos, 11 meses e 26 dias de reclusão, em regime inicial fechado.


O caso ganhou grande repercussão no Maranhão pela gravidade dos fatos e por ter ocorrido dentro de uma unidade hospitalar, onde a vítima recebia tratamento médico. A condenação representa o encerramento da fase de julgamento em primeira instância, cabendo recurso à defesa nos termos da legislação.