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NOTA DE ESCLARECIMENTO

Voz Natural do Google AI.

A ADEPOL MA e a 16ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Bacabal, diante de manifestações públicas recentemente divulgadas acerca das investigações sobre o desaparecimento das crianças Ágatha Isabelly e Allan Michael, considera necessário prestar alguns esclarecimentos, sobretudo para evitar que informações incompletas ou interpretações equivocadas prejudiquem um trabalho investigativo extremamente sensível e ainda em andamento.


Inicialmente, é preciso destacar que o inquérito policial tramita sob SIGILO, justamente para preservar a eficácia das diligências, impedir interferências externas e resguardar informações cuja divulgação prematura possa comprometer a completa elucidação dos fatos. Atualmente, somente os delegados e investigadores diretamente responsáveis pela apuração possuem acesso integral aos autos.


Até o presente momento, não há advogado ou advogada habilitado nos autos do referido inquérito policial. Consequentemente, manifestações públicas que afirmem inexistência de diligências ou ausência de investigação não encontram respaldo no conteúdo dos autos, ao qual seus autores não possuem acesso.


O inquérito policial permanece em plena atividade, com diversas diligências já realizadas e outras em andamento. Para se ter uma dimensão objetiva do trabalho desenvolvido, o procedimento já ultrapassa 700 páginas, reunindo relatórios de investigação, laudos e perícias, representações por medidas cautelares, oitivas de pessoas e diversos outros elementos investigativos. A mais recente diligência formalizada nos autos consiste em relatório de missão datado de 13 de agosto de 2026, portanto produzido há menos de cinco dias.


Também é necessário esclarecer que a eventual possibilidade de as crianças terem sido levadas para outro Estado não transfere, por si só, a atribuição investigativa para a Polícia Federal. A investigação permanece inserida na esfera de atribuição da Polícia Civil e da Justiça Estadual, sem prejuízo, evidentemente, da cooperação entre instituições policiais e autoridades de outros Estados ou mesmo da Polícia Federal sempre que as circunstâncias concretas da investigação recomendarem ou exigirem essa colaboração.


Em casos dessa natureza, graves, complexos e emocionalmente dolorosos, não existem soluções mágicas. Existem investigação, técnica, cautela, inteligência, cruzamento de informações, diligências e muito trabalho. Determinadas providências precisam, inclusive, permanecer desconhecidas do público exatamente para que possam produzir resultado.


A Polícia Civil compreende profundamente a angústia e a dor da mãe e de todos os familiares. Essa dor merece respeito, acolhimento e, acima de tudo, uma investigação séria e responsável. Justamente por isso, é importante que um caso dessa gravidade não seja transformado em palco para especulações ou manifestações de caráter sensacionalista.


A exposição pública de hipóteses, a cobrança pela divulgação de diligências sigilosas e a apresentação de conclusões sem conhecimento dos autos não contribuem para a localização das crianças e podem, ao contrário, prejudicar concretamente as investigações. O interesse de todos deve ser um só: descobrir o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael e esclarecer integralmente os fatos.


A Polícia Civil continuará trabalhando com responsabilidade, discrição e rigor técnico, realizando todas as diligências consideradas necessárias, e solicita que informações sobre o caso sejam buscadas e divulgadas por meio dos canais oficiais, evitando-se especulações que possam comprometer o trabalho policial.


16ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Bacabal