Uma mulher de 20 anos procurou a delegacia de polícia na manhã desta quarta-feira para denunciar uma agressão sofrida pelo próprio marido, identificado como Daniel, no bairro Trizidela, próximo à Rua dos Prazeres, também conhecida como Rua do Cipó. Segundo a vítima, essa foi a terceira vez que ele a espancou em apenas seis meses de convivência. Nossa equipe de reportagem acompanhou de perto a ação da Polícia Militar, que foi acionada para localizar o suspeito.
A vítima relatou que chegou à delegacia com marcas visíveis de violência – boca machucada, costas arranhadas e sinais de ter sido derrubada no chão. "Ele me espanca. Dessa vez, chutou e me jogou no chão", disse ela, mostrando os ferimentos. De acordo com o Sargento Ericeira, que comandou a guarnição, a PM foi informada da ocorrência de violência doméstica enquadrada na Lei Maria da Penha e imediatamente deslocou-se ao local com a vítima na viatura.
Ao chegar à residência, uma casa alugada onde o casal vivia, os policiais entraram com autorização da mulher, mas Daniel já havia fugido, possivelmente pelo quintal. "Fomos até o quintal, mas ele escapou. A área é grande, com cercas que dificultam a busca", informou o sargento. A polícia orientou a vítima a registrar a ocorrência na delegacia e buscar uma medida protetiva junto à delegada responsável, alertando sobre o risco de escalada da violência. "Casos assim começam com agressões e podem terminar em morte. Ela precisa seguir o procedimento", enfatizou o sargento.
A jovem, mãe de dois filhos de um casamento anterior, conheceu Daniel pelo Facebook há seis meses. Ela é natural do bairro Mutirão, enquanto ele reside em Trizidela. "No começo, ele era bom, fazia juras de amor. Mas quando bebe ou usa droga, me agride", revelou. Daniel, pedreiro de profissão, seria usuário de cocaína, segundo a vítima. Durante a entrevista, ela admitiu que também consome drogas ocasionalmente – cocaína e maconha –, mas negou ser viciada. "Eu só uso quando bebo", justificou.
Questionada sobre os motivos de permanecer no relacionamento, ela respondeu: "Não sei, nem eu sei". Agora, após a agressão, garante que não ficará mais com ele. "Vou embora para o Mutirão, ficar na casa do meu pai, e procurar um lugar pra mim", afirmou.
Até o momento, Daniel não foi localizado pela polícia. A vítima, ainda abalada, foi orientada a formalizar a denúncia e buscar apoio legal. O caso expõe a gravidade da violência doméstica e os desafios enfrentados por mulheres em situações de vulnerabilidade, muitas vezes agravadas por contextos de uso de álcool e drogas.
A jovem, com apenas 20 anos e dois filhos, agora enfrenta a decisão de recomeçar longe das pancadas que, segundo ela, substituíram as promessas de amor.
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